sábado, 18 de outubro de 2008

Novo spot do NJAP!!!


Este é o novo spot do NJAP. Vai passar nos plasmas das faculdades da Universidade do Porto, graças a um acordo celebrado entre o NJAP e a UPmedia, com o objectivo de captar a atenção de potenciais futuros membros do Núcleo. Agradecemos à equipa da UPmedia o apoio prestado.

PS: Também está disponível em http://br.youtube.com/watch?v=5W3RqIS5pRY

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sessão de esclarecimento, já amanhã

É já amanhã a sessão de esclarecimento/apresentação do NJAP. Se quiseres saber que raio é o NJAP e, quiçá, participar nas nossas actividades, aparece!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Sessão de esclarecimento

Sabemos que, para quem está por fora, pode surgir alguma confusão sobre os vários tentáculos que compõem o NJAP/JU. Isto sem contar com o número considerável de pessoas que conhecem somente o jornal. Para combater essa tendência, o NJAP/JU vai dar uma sessão de esclarecimento, dia 14 de Outubro na nossa sede (Rua Miguel Bombarda, 187.) A ideia é acolher novos membros - e potenciais novos membros - dando-lhes uma pequena introdução às várias componentes que constituem o NJAP/JU. Vamos rir, vamos chorar, vamos crescer juntos. A sessão decorrerá às 21:30.

Enquanto isso, avisamos que ainda estão disponíveis alguns bilhetes para o "Do Outro Lado"; inspeccionem o post abaixo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Bilhetes de borla!

O JUP, em associação com o cinema Cidade do Porto, tem o orgulho de oferecer bilhetes duplos para a ante-estreia de "Do Outro Lado", o novo filme do fenómeno cinemático germano-turco Fatih Akin (realizador de "Head-On", "A Esposa Turca" em versão portuguesa). A sessão decorrerá terça-feira, dia 7, pelas 21:45.

Os interessados deverão mandar um mail com o nome para jup@jup.pt (pôr "BILHETE - do outro lado" no assunto).

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Reunião de redacção

Na próxima segunda-feira, dia 22 de setembro, participa na reunião de redacção do primeiro JUP deste ano lectivo. É às 21h30 na sede (rua Miguel Bombarda).

Até lá!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

É um semestre novo e uma nova fase na vida do NJAP/JUP. Como não podemos assumir que todos que lêem este texto sabem do que se trata, preparamos uma pequena introdução ao NJAP/JUP.

O que é o NJAP/JUP?:

O NJAP (Núcleo de Jornalismo Académico do Porto) é uma organização feita por e para estudantes do ensino superior no Porto. A sua actividade principal é a publicação do JUP, um jornal mensal de distribuição gratuita realizado por estudantes. Mas as actividades do NJAP não se resumem ao jornal.

1- Quem pode ser membro

Podem ser membros do NJAP/JUP todos os membros, bem como antigos membros, da Academia do Porto.

2- O JUP

O JUP é um jornal mensal de teor generalista, incluindo secções de opinião, educação, sociedade, internacional, cultura, ambiente e desporto. Trata-se dum jornal que, em todo o processo de construção (desde a escrita dos artigos até à paginação e até mesmo à distribuição) é criado por estudantes portuenses. O JUP vive pela iniciativa dos estudantes – como tal, convidamos todos os interessados a participar na sua elaboração. O JUP pretende ser um jornal inteligente, enérgico, sério mas com sentido de humor.

3- “Águas Furtadas”

A “Águas Furtadas” é uma revista que engloba áreas como a literatura, a música e as artes gráficas. Pretende dar a conhecer novos talentos no panorama artístico português.

4- Espaços JUP

A sede do JUP, localizada na Rua Miguel Bombarda 187, possui um espaço de galerias. Para além disso, está também a ser remodelado um espaço que, nos tempos próximos, conta em ser palco de concertos, DJ sets, peças de teatro e outros eventos.

Se alguma destas facetas te atrai, manda um mail para jup@jup.pt e torna-te membro. Este blog, por sua vez, irá continuar a publicar as mais recentes novidades nas actividades do NJAP/JUP.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

JUP Junho 2008


JUP de Junho de 2008.

Destaque
Entrevista com Animal Collective
7 Minutos com David Lynch
Mercenários em Perspectiva
Prémio Cantinas do Porto

O corpo redactiorial do JUP, durante o ano 2007-2008, foi composto por:
Director - Miguel Maria
Directora de Paginação - Ana Rita Monteiro
Director de Fotografia - José Ferreira

Editorias:
Educação - Cristiana Afonso
Sociedade - Ricardo França
Internacional - Luis Lago
Cultura - Daniel Reifferscheid
Ecologia - GAIA
Erasmus - ESN
Opinião - Joana Reis

Até para o ano.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Festa de início do ano editorial e tudo





Dia 26 de Outubro sexta feira, 22 horas, lua cheia, cerveja a 50cts, concerto ao vivo e Dj Set.

Vem ver como está!

domingo, 23 de setembro de 2007

Início

Começou o maior ano de sempre, o ano de todas as mudanças, o ano de todos os acontecimentos, o dinheiro a chegar, o trabalho a florescer, as couves a crescerem. Este ano é que é!!!

O Núcleo prepara-se para receber toda vida... repito, toda a vida.

A morada dos teus sonhos,

Rua Miguel Bombarda, 187
Porto
22 2039076
96 9102081
DEIXA AQUI o TEU CONTRIBUTO

terça-feira, 26 de junho de 2007

O mito de Sísifo


Os deuses tinham condenado Sísifo a empurrar sem descanso um rochedo até ao cume de uma montanha, de onde a pedra caía de novo, em consequência do seu peso. Tinham pensado, com alguma razão, que não há castigo mais terrível do que o trabalho inútil e sem esperança.
A acreditar em Homero, Sísifo era o mais ajuizado e o mais prudente dos mortais. No entanto, segundo outra tradição, tinha tendências para a profissão de bandido. Não vejo nisto a menor contradição. As opiniões diferem sobre os motivos que lhe valeram ser o trabalhador inútil dos infernos. Censura-se-lhe, de início, certa leviandade para com os deuses. Revelou os segredos deles. Egina, filha de Asopo, foi raptada por Júpiter. O pai espantou-se com este desaparecimento e queixou-se dele a Sísifo. Este, que estava ao corrente do rapto, propôs a Asopo contar-lhe o que sabia, com a condição de ele dar água à cidadela de Corinto. Aos raios celestes, preferiu a bênção da água. Por tal foi castigado aos infernos. Homero conta-nos também que Sísifo havia acorrentado a Morte. Plutão não pôde suportar o espectáculo do seu império deserto e silencioso. Enviou o deus da guerra, que soltou a Morte das mão do seu vencedor.
Diz-se ainda que, estando Sísifo quase a morrer, quis imprudentemente, pôr à prova o amor de sua mulher. Ordenou-lhe que lançasse o seu corpo, sem sepultura, para o meio da praça pública. Sísifo encontrou-se nos infernos. E aí irritado com uma obediência tão contrária ao amor humano, obteve de plutão licença para voltar à terra e castigar a mulher. Mas, quando viu de novo o rosto deste mundo, sentiu inebriadamente a água e o sol, as pedras quentes e o mar, não quis regressar à sombra infernal. Os chamamentos, as cóleras e os avisos de nada serviram. Ainda viveu muitos anos diante da curva do golfo, do mar resplandecente e dos sorrisos da terra. Foi necessário uma ordem dos deuses. Mercúrio veio pegar no audacioso pela gola e, roubando-o às alegrias, levou-o à força para os infernos, onde o seu rochedo já estava pronto.
Já todos compreenderam que Sísifo é o herói absurdo. É-o tanto pelas suas paixões como pelo seu tormento. O seu desprezo pelos deuses, o seu ódio à morte e a sua paixão pela vida valeram-lhe esse suplício indizível em que o seu ser se emprega em nada terminar. É o preço que é necessário pagar pelas paixões desta terra. Não nos dizem nada sobre Sisífo nos infernos. Os mitos são feitos para que a imaginação os anime. Neste, vê-se simplesmente todo o esforço de um corpo tenso, que se esforça por erguer a enorme pedra, rolá-la e ajudá-la a levar a cabo uma subida cem vezes recomeçada; vê-se o rosto crispado, a face colada à pedra, o socorro de um ombro que recebe o choque dessa massa coberta de barro, de um pé que a escora, os braços que de novo a empurram, a segurança bem humana de duas mãos cheias de terra. No termo desse longo esforço, medido pelo espaço sem céu e pelo tempo sem profundidade, a finalidade está atingida. Sisífo vê então a pedra resvalar em poucos instantes para esse mundo inferior de onde será preciso trazê-la de novo para os cimos. E desce outra vez à planície.
É durante este regresso, esta pausa, que Sísifo me interessa. Um rosto que sofre tão perto das pedras já é, ele próprio, pedra! Vejo esse homem descer outra vez, com um andar pesado mas igual, para o tormento cujo o fim nunca conhecerá. Essa hora que é como uma respiração e que regressa com tanta certeza como a sua desgraça, essa hora é a da consciência. Em cada um desses instantes em que ele abandona os cumes e se enterra a pouco e pouco nos covis dos deuses, Sísifo é superior ao seu destino. É mais forte do que o seu rochedo.
Se este mito é trágico, é porque o seu herói é consciente. Onde estaria, com efeito, a sua tortura se a cada passo a esperança de conseguir o ajudasse? O operário de hoje trabalha todos os dias da sua vida nas mesmas tarefas, e esse destino não é menos absurdo. Mas só é trágico nos raros momentos em que ele se torna consciente. Sísifo, proletário dos deuses, impotente e revoltado, conhece toda a extensão da sua miserável condição: é nela que ele pensa durante a sua descida. A clarividência que devia fazer o seu tormento consome ao mesmo tempo a sua vitória. Não há destino que não se transcenda pelo desprezo.
Se a descida se faz assim, em certos dias, na dor, pode também fazer-se na alegria. Esta palavra não é de mais. Ainda imagino Sísifo voltando para o seu rochedo, e a dor estava no começo. Quando as imagens da terra se apegam de mais à lembrança, quando o chamamento da felicidade se torna demasiado premente, acontece que a tristeza se ergue no coração do homem: é a vitória do rochedo, é o próprio rochedo. O imenso infortúnio é pesado de mais para se poder carregar. são as nossas noites de Gethsemani. Mas as verdades esmagadoras morrem quando são reconhecidas. Assim, Édipo obedece de início ao destino, sem o saber. A partir do momento em que sabe, a sua tragédia começa. Mas no instante, cego e desesperado, ele reconhece que o único elo que o prende ao mundo é a mão fresca de uma jovem. Uma frase desmedida ressoa então:«Apesar de tantas provações, a minha idade avançada e a grandeza da minha alma fazem-me achar que tudo está bem.» O Édipo de Sófocles, como o Kirilov de Dostoievsky, dá assim a fórmula da vitória absurda. A sabedoria antiga identifica-se com o heroísmo moderno.
Não descobrimos o absurdo sem nos sentirmos tentados a escrever um manual qualquer da felicidade. «O quê, por caminhos tão estreitos?...» Mas só há um mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absoluta. Acontece também que o sentimento do absurdo nasça da felicidade. «Acho que tudo está bem», diz Édipo e essa frase é sagrada. Ressoa mo universo altivo e limitado do homem. Ensina que nem tudo está, que nem tudo foi esgotado. Expulsa deste mundo um deus que nele entrara com a insatisfação e o gosto das dores inúteis. Faz do destino uma questão do homem, que deve ser tratado entre homens. Toda a alegria silenciosa de Sísifo aqui reside. O seu destino pertence-lhe. O seu rochedo é a sua coisa. Da mesma maneira, quando o homem absurdo contempla o seu tormento, faz calar todos os ídolos. No universo subitamente entregue ao seu silêncio, erguem-se mil vozinhas maravilhadas da terra. Chamamentos inconscientes e secretos, convites de todos os rostos, são o reverso necessário e o preço da vitória. Não há sol sem sombra e é preciso conhecer a noite. O homem absurdo diz sim e o seu esforço nunca mais cessará. Se há um destino pessoal, não há destino superior ou, pelo menos, só há um que ele julga fatal e desprezível. Quanto ao resto, ele sabe-se senhor dos seus dias. Nesse instante subtil em que o homem se volta para a sua vida, Sísifo, regressando ao seu rochedo, contempla essa sequência de acções sem elo que se torna o seu destino, criado por ele, unido sob o olhar da memória, e selado em breve pela sua morte. Assim, pressuadido da origem bem humana de tudo o que é humano, cego que deseja ver e que sabe que a noite não tem fim, está sempre em marcha. O rochedo ainda rola.
Deixo Sísifo no sopé da montanha! Encontramos sempre o nosso fardo. Mas Sísifo ensina a felicidade superior que nega os deuses e levanta os rochedos. Ele também julga que está tudo bem. Esse universo enfim sem dono não lhe parece estéril nem fútil. Cada grão dessa pedra, cada estilhaço mineral dessa montanha cheia de noite, forma por si só um mundo. A própria luta para atingir os píncaros basta para encher um coração de homem. É preciso imaginar o Sísifo feliz.



Albert Camus
O Mito de Sísifo