segunda-feira, 30 de abril de 2007
quinta-feira, 19 de abril de 2007
"Olhando os anos da Guerra Colonial"
Dia 24 de Abril a partir das 21:30h
- Apresentação do documentário "Por Deus e pela Pátria - Olhando os homens e as crianças" de César Mexia de Almeida
Depois música e copos pela noite dentro
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sexta-feira, 13 de abril de 2007
JUP de Abril já está nas faculdades
As artes, esse bico de papagaio nas costas do mercado de trabalho. As perpectivas de futuro para escultores, músicos e actores sempre estiveram cobertas por uma neblina que apaixona adolescentes e aterroriza os respectivos pais. A cultura nunca foi fácil de encaixar no sistema, não rima com lucro nem condiz com as 8h de trabalho diárias. O destaque deste mês incide nesta problemática. Segundo Athaide, professor na FBAUP, "sem optimismo, não se faz nada". Não sei se a questão se resolve só com optimismo, o que é certo é que não passa por mais financiamentos. É simplesmente arrepiante, depois de no mês passado termos sido bombardeados com ataques à "pandilha de Rui Rio" pelos habitantes dos bairros sociais, descobrirmos agora que as gerações passam mas os discursos não mudam. "Muitas vezes a iniciativa tem de partir dos estudantes", critica um estudante de design. Este sim é um embróglio que parece não ter fim. Continuamos a sofrer da genética preguiça latina, que recorre à cobardia para deixar tudo exactamente como estava. Não foi assim que as mulheres se emanciparam (pág. 6) nem os jornais universitários americanos conseguiram a projecção de hoje (pág. 14). Só com uma profunda alteração de mentalidade poderão os novos artistas portugueses, e tantos outros grandes portugueses, melhorar as suas perspectivas. Há outra particularidade que torna a produção cultural especial. A Arte não lida bem com o grande público, e esse divórcio vai contra a noção de mercado. O elitismo e a constante necessidade de fuga do mainstream não são conciliáveis com o sistema estabelecido. Quantas vezes não ouvimos "preferia os primeiros albuns" ou "antes de se vender é que era".
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quarta-feira, 4 de abril de 2007
quarta-feira, 28 de março de 2007
Cortes à francesa

Francisco&Francisco
Cortes por encomenda. Já só há vagas para Outubro!!!
Fotografia de Rui Velindro (editor fotográfico d'A Cabra - Jornal Universitário de Coimbra)
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sexta-feira, 23 de março de 2007
Apresentação aguasfurtadas 10
Amanhã, Sábado, 24 de Março, às 16h30.
Espaços JUP, Rua Miguel Bombarda, 187, Porto.
APRESENTAÇÃO DA AGUASFURTADAS 10.
10 CONVIDADOS ESCOLHEM 10 OBRAS PUBLICADAS NOS 10 NÚMEROS DA REVISTA AGUASFURTADAS.
Com a participação de Carlos Guedes, Daniel Pedrosa, Fernando C. Lapa, Jorge Palinhos, Luís Trigo, Nelson d'Aires, Nelson Quinhones, Nuno F. Santos, Pedro Carreira de Jesus, Rui Dias, Rui Lage, Rui Penha, Samuel Silva, Sérgio Couto e Virgínia Pinho.
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terça-feira, 20 de março de 2007
sexta-feira, 16 de março de 2007
segunda-feira, 12 de março de 2007
JUP de Março já nas faculdades
Editorial
Estigmatizados até aos cabelos
O tempo vai deixando o seu rasto. Enquanto cursos se tornam obsoletos e têm de ser reestruturados, outros nascem para colmatar novas necessidades. Os bairros sociais, bom, esses, não mudam. Políticas sociais criadas e controladas do escritório vão fracassando; iniciativas de inserção social são abandonadas quando mudam os partidos no poder ou acabam os prazos dos estágios nas associações de apoio. São expectativas frustradas que se vão acumulando e só podem dar mau resultado. Imagina-te desempregado, a ver as rendas a subir, com as paredes a rebentar de humidade e o filho, de 14 anos, que já não quer saber escola. Se todas as semanas alguém te à batesse porta, cheio de vontade de te tirar do fosso, mas na semana seguinte fosse embora e te deixasse exactamente como te encontrou.
A visita que o JUP fez aos bairros que se espalham pelo Porto tinha o objectivo de mostrar como se vive nas “ilhas”. A experiência foi simplesmente avassaladora e a primeira conclusão a que chegámos foi a de que seria indescritível traduzir o desespero (que há muito resvalou para apatia) de alguma daquela gente. Mas, atenção, bem perto de todos esses autênticos argumentos para o Fantasporto, descobrimos também pessoas com vidas estáveis, que chegam ao ensino superior ou têm um trabalho seguro.
Inspirado por este tema, Virgílio Ferreira, fotógrafo portuense, é mais um dos muitos artistas que se inspirou nos bairros sociais para um dos seus trabalhos. É a ele que devemos a fotografia da capa, que integra a colecção “Porto Bairro a Bairro”. São espaços tão próximos de nós quanto desconhecidos, um bom mote para qualquer um se inspirar; e lá volta, outra vez, a ideia dos bairros como zoológicos ou laboratórios em que se vão experimentando umas coisas.
A dita fotografia, que passava bem por frame de um videoclip de “50cent”, mostra um dos temas que nos surpreendeu no trabalho desenvolvido nos bairros – o “show off” oco e assustadoramente desajustado da nova geração de “desalinhados”. Nunca tinhamos percebido o que fazia com que todos eles andassem com os últimos “Nike” e um telemóvel topo de gama. Não acreditamos que tenham de correr para lado nenhum ou de ver com quem falam. A questão é bem mais séria e sem piada alguma. Esses artifícios são um recurso para quem tem zero perspectivas de futuro, um suporte familiar miserável e um boné que esconde todas as tristezas da sua situação. Estigmatizados até aos cabelos, vão errando pelos shoppings; pode ser que alguém acredite que são os heróis lá do bairro ou que, por instantes, lhe inveje aquele último modelo da “Nokia” que trazem orgulhosos.
Inspirado por este tema, Virgílio Ferreira, fotógrafo portuense, é mais um dos muitos artistas que se inspirou nos bairros sociais para um dos seus trabalhos. É a ele que devemos a fotografia da capa, que integra a colecção “Porto Bairro a Bairro”. São espaços tão próximos de nós quanto desconhecidos, um bom mote para qualquer um se inspirar; e lá volta, outra vez, a ideia dos bairros como zoológicos ou laboratórios em que se vão experimentando umas coisas.
A dita fotografia, que passava bem por frame de um videoclip de “50cent”, mostra um dos temas que nos surpreendeu no trabalho desenvolvido nos bairros – o “show off” oco e assustadoramente desajustado da nova geração de “desalinhados”. Nunca tinhamos percebido o que fazia com que todos eles andassem com os últimos “Nike” e um telemóvel topo de gama. Não acreditamos que tenham de correr para lado nenhum ou de ver com quem falam. A questão é bem mais séria e sem piada alguma. Esses artifícios são um recurso para quem tem zero perspectivas de futuro, um suporte familiar miserável e um boné que esconde todas as tristezas da sua situação. Estigmatizados até aos cabelos, vão errando pelos shoppings; pode ser que alguém acredite que são os heróis lá do bairro ou que, por instantes, lhe inveje aquele último modelo da “Nokia” que trazem orgulhosos.
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