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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

10 Tácticas e o Jornalismo como motor de Consciência Colectiva

Falou-se de acção, informação e liberdade na tarde de 23 de Janeiro no Núcleo de Jornalismo Académico do Porto (NJAP) que convidou investigadores, designers, activistas, a comunidade estudantil e outros curiosos, a reflectir sobre o papel do jornalismo e da informação na criação de impacto e de mudanças positivas.

O lançamento global do documentário 10 Tactics proporcionou um programa alternativo no dia em que na Miguel Bombarda se celebrava mais uma tarde de inauguração simultânea de exposições, diversas intervenções artísticas, novas colecções nas lojas, moda e design e animações de rua, trazendo centenas de visitantes à sede do NJAP.

O anfitrião é uma entidade sem fins lucrativos que publica há 22 anos o JUP - o órgão de comunicação estudantil impresso mais antigo do país. Como plataforma informativa, o JUP demarca-se pela sua independência e carácter experimental, envolvendo dezenas de jovens universitários da cidade do Porto que colaboram voluntariamente e assim ganham experiência em todo o processo de produção jornalística.

A projecção do filme 10 Tactics surgiu com motor de reflexão sobre o poder da informação na disseminação de temas muitas vezes polémicos e sensíveis que o jornalismo convencional tem tendência a ignorar. Celebrando-se em 2010 o Ano Europeu da luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, ao qual o JUP e o NJAP não estão indiferentes, considerou-se que as 10 Tácticas propostas poderiam inspirar e alertar para a relevância do papel daqueles que ao trabalharem e partilharem informação com o mundo estão a proporcionar espaços de consciência colectiva sobre a cidadania, a sociedade e o mundo.

Depois da visualização do filme onde foi possível conhecer alguns exemplos daquilo que activistas de direitos humanos estão a fazer no mundo digital para marcar a diferença, a primeira reacção na assistência foi o reconhecimento de que existem riscos no info-activismo. A insegurança é consequência do facto dos assuntos discutidos serem desconfortáveis para muitos indivíduos com poder, governos ou grandes organizações. O termo anglófono usado para descrever o trabalho dos info-activistas é "advocacy", nem sempre fácil de traduzir na língua portuguesa, mas que neste contexto se assemelha a algo como a prossecução da luta por uma causa, a defesa dos direitos humanos. Já o conceito de info-activismo resulta, por um lado, da disseminação da informação nessa luta ou compromisso, e, por outro lado, das estratégias adoptadas para fomentar acção, reacção, efeitos. Pela defesa de uma causa.

Ana Rêgo, médica e activista que tem trabalhado em missões humanitárias em países como o Afeganistão, Sudão, Etiópia, Zimbabwe e Timor Leste, relatou a sua experiência no terreno, chamando a atenção para a habitual escassez de infra-estruturas em áreas isoladas onde muitas vezes os direitos humanos não são respeitados, o que dificulta o acesso às plataformas digitais para a denúncia. Acrescentou ainda que quando esse obstáculo é ultrapassado e surgem os canais de comunicação, o passo seguinte é "sobreviver" à denúncia, e terminou dando exemplos de colaboradores de ONGs que perderam os seus empregos por se recusarem a calar as injustiças que presenciaram nas suas missões.

A ideia de que é dever do activista falar sobre temas chave para não os deixar cair no esquecimento foi frisada por Roberto, membro do Centro de Média Independente – colectivo Indy Media Portugal. Com um cunho pessoal, o testemunho de Roberto não descurou a pertinência das questões em redor da segurança e do anonimato e questionou os processos de censura e de captura de activistas que trabalham a partir de cybercafés ou outros espaços proprietários. Se por vezes as pessoas erradas são acusadas, o activista deve compreender a responsabilidade implícita nas suas acções.

Transportando o anonimato para a importância da transparência e participação democrática, Ricardo referiu a plataforma They Work for You. Trata-se de um projecto mySociety que pretende criar pontes entre os cidadãos do Reino Unido e as discussões que tomam lugar no parlamento, disponibilizando o acompanhamento das posições assumidas pelos deputados ao longo do tempo. Foi lançada a questão: o que mais precisa de ser feito em Portugal para lançar projectos neste âmbito?

Ainda antes da projecção do documentário, o Ricardo, juntamente com a Ana Carvalho, ofereceram uma Oficina sobre Design para uma Redacção Livre no JUP. Falaram sobre a "introdução de ferramentas livres para realizar vários tipos de trabalhos relacionados com a esfera editorial e a prática associativa". Fazem parte de um colectivo pela cultura livre chamado Hacklaviva e em parceria com o JUP estão a montar uma sala de redacção inovadora na nossa sede, para possibilitar a realização de todo o trabalho editorial usando apenas software livre - desde o tratamento de fotografia, à criação de gráficos e tipografia, paginação, edição de áudio e montagem de vídeo com ferramentas livres. Esse workshop representou um contributo valioso no que diz respeito à utilização e adopção de tecnologias e ferramentas para o info-activismo que o filme apresenta.

Tivemos também a participação de Tiago Assis, professor e investigador nas Belas Artes da Universidade do Porto e impulsionador do projecto Identidades. Tiago falou de um projecto de formação vídeo com comunidades do Brasil, nomeadamente os Quilombolas que adoptaram esta nova ferramenta como arma e moeda de troca numa zona do país onde existem grandes conflitos de terra e propriedade.

No final do debate os visitantes tiveram ainda oportunidade de visitar a galeria onde foi inaugurada uma instalação multimédia de Rebecca Moradilazeh composta por "(...) filmagens feitas por várias pessoas contendo múltiplas personagens e situações ou locais por onde tivesse passado e onde estaria".

Terminada uma tarde de inspiração no “bunker” de ideias do JUP - citando alguém da assistência que assim descreveu o evento - foram distribuídos guias e tutoriais da Tactical Technology Collective a alguns visitantes e semeada a grande vontade de continuar a informar sobre temas que realmente interessam e repensar estratégias futuras para chegar a mais audiências.

Leituras relacionadas: A day of info-activism discussion in Porto



Fotos de Pedro Ferreira

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Galeria | Oficina | Info-Activismo - uma tarde em cheio nas Inaugurações de Miguel Bombarda

No próximo dia 23 de Janeiro pelas 14h o Núcleo de Jornalismo Académico do Porto abre as portas para uma tarde em cheio nas inaugurações simultâneas das galerias de Miguel Bombarda.

Aderimos ao Ano Europeu da luta contra a Pobreza e a Exclusão Social que se celebra em 2010 com um convite à reflexão sobre o papel do jornalismo e da informação na criação de impacto e de mudanças positivas. O lançamento global, em parceria com a ONG internacional Tactical Technology Collective, do documentário 10 Tactics pretende apresentar uma série de activistas de direitos humanos que adoptaram estratégias de comunicação que lhes permitem transformar informação em acção. Convidamos para uma discussão informal o Centro de Média Independente - Indy Media Portugal - e o Hacklaviva e alargamos o convite a todos os que queiram participar.

O documentário será precedido pela Oficina de Design para uma Redacção Livre onde o colectivo Hacklaviva desafia uma sala de redacção a funcionar apenas com software livre.
Com equipa renovada, a Galeria apresentará duas instalações de jovens artistas e designers do Porto.

Ficamos a aguardar a tua visita!
Segue o programa completo abaixo.


14.00 Inauguração das Galerias Jup

Sala 1 - O que te move | Uma instalação que também é uma proposta para ti. Um espaço de Liberdade num cheio de cartão, uma folha em branco, pronta a ser ocupada. | Por Ana Castro e Susana Lage

Sala2 - Três Projectos, um Espaço. | "Tanto o som como a imagem dão uma resposta a outra mão. Uma que fala e outra que responde"

"(...) filmagens feitas por várias pessoas contendo múltiplas personagens e situações ou locais por onde tivesse passado e onde estaria"

"(...) em cada garrafa guardo a minha voz, associando cada uma delas as notas de escala"

Por Rebecca Moradalizeh


14.30 - 17.30 Oficina de Design para uma Redacção Livre

Uma redacção a funcionar apenas com software livre? É o objectivo de uma colaboração entre o JUP e o Hacklaviva. Nesta oficina, vamos falar sobre o que é o software livre e as suas implicações na prática criativa, associativa e editorial. Depois veremos como hoje é possível tratar fotografia, criar gráficos e tipografia, paginar, editar áudio e montar vídeo com ferramentas livres. Traz o teu portátil e vem passar uma tarde connosco a descobrir novas formas de fazer o teu trabalho.

http://www.hacklaviva.net


18.00 Documentário & Debate

"10 tactics", 10 tácticas para transformar informação em acção é um filme onde são contadas histórias de 25 activistas de direitos humanos à volta do mundo que adoptaram com sucesso estratégias de comunicação e tecnologias digitais para criar impacto e mudanças positivas.

http://www.informationactivism.org | Com a presença dos colectivos Hacklaviva e Centro de Média Independente - Indy Media Portugal


23 de Janeiro de 2010 a partir das 14h

Núcleo de Jornalismo Académico do Porto | JUP.PT

espacosjup.blogspot.com | jup@jup.pt | 22 202 52 68

Estamos no Facebook | Twitter: @njapju | @juponline | Linked In

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Cinema Documental e Debate nos Espaços JUP - Comércio Justo

Porque a cultura pode ser uma ferramenta poderosa de comunicação para o desenvolvimento – e o cinema documental é um olhar directo sobre as realidades que queremos trazer até ao Porto, a Agência ODM e o Núcleo de Jornalismo Académico do Porto convidam a assistir a este documentário e a participar no debate:

Agrovidas, de Luís Nascimento | 18’ Brasil 2007

14 Out. | 18h | Jornal Universitário do Porto

“As dificuldades sentidas pelos produtores, a realidade de uma associação e um cheirinho das laranjas da Baía” – um pouco de tudo isto nos traz este pequeno documentário. Os fruticultores da CEALNOR, na região brasileira da Baía, têm consciência do preço do seu produto. Sabem quanto custa no mercado e por quanto está a ser comercializado e evitam que os intermediários interfiram neste processo. Exportam os produtos pelo circuito de comércio justo, que lhes garante ainda preços mais elevados. Este documentário foi produzido para o projecto de educação para o desenvolvimento Anauá – a Outra Margem do Comércio Justo.”

Programa Completo aqui.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Amanhã celebramos Timor

Dez anos depois do referendo que levou à auto-determinação de Timor Leste, o Núcleo de Jornalismo Académico do Porto não esquece o forte laço de solidariedade que se estendeu até à terra do sol nascente.

Vamos comemorar o aniversário amanhã, Sábado, dia 29 de Agosto às 21h na Rua Miguel Bombarda do Porto, com cinema documental, fotografia e artesanato.


Timor Vencerá de António Pedro Ribeiro - JUP Outubro 99

A situação em Timor-Leste, felizmente, já não é a mesma. Mas os genocídios não se apagam. Nem o comportamento torcionário do regime indonésio e das milícias. Todos os criminosos devem ser julgados. Apesar da entrada em cena das forças da INTERFET não se podem desculpabilizar as ambiguidades e os atrasos dos EUA, da ONU e da dita "comunidade internacional". Assegurar a realização do referendo e depois pura e simplesmente deixar a população à mercê dos chacais do exército indonésio e das milícias ou é ingenuidade a mais ou é imperdoável. Também os EUA - convém lembrar que os norte-americanos sancionaram a invasão indonésia de 1975 - e a NATO que tão céleres correram para o Kosovo se limitaram a declarações de intenções até ao ponto em que isso se tornou insustentável. E tornou-se insustentável, em grande medida, devido à resistência heróica das FALINTIL, do seu comandante no terreno Taur Matan Ruak, de Xanana, de Ximenes Belo, do povo timorense e também devido à imensa onda de solidariedade com outro país. Que juntou vários credos religiosos e ideiais políticos em manifestações, vigílias, cordões humanos, marchas. Que fez parar um país em solidariedade com outro país. Que trouxe de novo a política, na sua melhor expressão, para a rua. Que provou que há valores mais altos do que o dinheiro. Que nos devolveu o orgulho de ser portugueses.
Ao longo de 24 anos muitos timorenses dedicaram a sua vida a uma causa. Durante muito tempo estiveram quase isolados do mundo, a resistir nas montanhas. Muitos caíram sem ver a hora de libertação. Mas a sua luta não foi vã. TIMOR LIVRE VENCERÁ!

quarta-feira, 4 de março de 2009

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Cobertura do Fantasporto em retrospectiva

Com 22 anos de idade, o JUP tem um arquivo que vale a pena (re)visitar. Em fantasporto.rascunho.net, é possível rever, dia após dia, a cobertura que o JUP fez do certame ao longo dos anos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

JUP Fevereiro 09

Está agora disponível online o JUP de Fevereiro.


Continuamos com a oferta de 2 cursos da Rumos, mas desta vez sob forma de Vouchers de 200€ cada. Mais informações na página 8 do jornal.

Ao apresentar o jornal nas bilheteiras dos cinemas Medeia CIDADE DO PORTO e TEATRO DO CAMPO ALEGRE, pagas apenas 4€ por qualquer filme, qualquer dia da semana. Esta oferta está na página 5 do JUP. Ver as programações destas duas salas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Cobertura diária do Fantasporto

O JUP e o Rascunho (www.rascunho.net/) juntaram-se para cobrir a 29ª edição do Fantasporto. Sigam as actualizações diárias no blogue: http://fantasporto.rascunho.net/

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Bilhetes de borla!

O JUP, em associação com o cinema Cidade do Porto, tem o orgulho de oferecer bilhetes duplos para a ante-estreia de "Do Outro Lado", o novo filme do fenómeno cinemático germano-turco Fatih Akin (realizador de "Head-On", "A Esposa Turca" em versão portuguesa). A sessão decorrerá terça-feira, dia 7, pelas 21:45.

Os interessados deverão mandar um mail com o nome para jup@jup.pt (pôr "BILHETE - do outro lado" no assunto).